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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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POR QUE É QUE OS DINOSSAUROS NUNCA VIVERAM NA REGIÃO EQUATORIAL?

Mäyjo, 15.05.17

dinossauros_SAPO

Durante mais de 30 milhões de anos depois de os primeiros dinossauros aparecerem na Terra, estes animais optaram sempre por viver fora da região equatorial, vivendo ora num hemisfério ora noutro e atravessando o Equador sempre que necessário, mas sempre sem se fixarem nesta zona tropical. Os únicos dinossauros que optavam por viver nesta zona eram carnívoros de pequeno porte.

 

Este longo período em que os grandes carnívoros e herbívoros não habitaram as baixas latitudes é uma das grandes questões sobre a ascensão dos dinossauros sem resposta. Porém, uma nova investigação vem dar resposta à questão.

O novo estudo feito por uma equipa internacional de cientistas conseguiu recriar com detalhe as condições climatológicas e ecológicas de há mais de 200 milhões de anos na região de Ghost Ranch, no estado norte-americano do Novo México, um local rico em fósseis do Período Triásico Superior.

Grandes incêndios, secas, falta de alimentos e alterações climáticas extremas são alguns dos factores que ajudam a explicar a escassez de dinossauros nesta região do globo ao longo de mais de 30 milhões de anos.

“Os nossos dados indicam que não era um local divertido”, afirma Randl Irmis, um dos autores do estudo e professor assistente na Universidade do Utah, cita o Discovery News. “Era um tempo de extremos climáticos que oscilavam de forma imprevisível e os grandes dinossauros herbívoros não conseguiam subsistir na região equatorial”, explica o investigador.

A investigação é a primeira a fornecer dados detalhados do clima e ecologia durante o aparecimento dos dinossauros. Os resultados são igualmente importantes para se melhor perceber o aquecimento global provocado pela actividade humana. Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono (CO2) durante o Triásico Superior eram quatro a seis vezes superiores aos actuais. “Se continuarmos com o padrão actual de emissões, poder-se-ão desenvolver condições semelhantes num mundo com elevadas concentrações de CO2, que destruirão os ecossistemas a baixas latitudes”, acrescenta Irmis.

As conclusões foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

UM ARCO-ÍRIS INTERESTELAR

Mäyjo, 14.05.17

nasa_SAPO

A NASA divulgou uma imagem daquilo que muito bem podia ser um “arco-íris interestelar”. Na verdade trata-se do conjunto dos maiores e mais brilhantes anéis de luz alguma vez vistos de ecos de raios-X de uma estrela de neutrões.

 

Os anéis foram produzidos por uma expansão intensa de uma estrela de neutrões e proporcionaram uma rara oportunidade para calcular a distância desta estrela à Terra. Os anéis de luz foram identificados em torno da Circinus X-1, a estrela de neutrões, que está localizada no plano da Via Láctea e que orbita a par de outra estrela.

Eventualmente, estes pulsos atingiram nuvens de poeira cósmica localizada entre a Circinus X-1 e a Terra, dando origem a “ecos” de luz que foram utilizados pelos astrónomos para calcular com precisão a distância desta estrela de neutrões à Terra.

“Os morcegos utilizam pulsos sonoros para triangular a sua localização. Nós utilizámos os raios-X da Circinus X-1 para saber exactamente onde se localiza”, explica Sebastian Heinz, investigador da NASA e da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, ao Daily Mail. De acordo com os cálculos efetuados, a Circinus X-1 está a 30.700 anos-luz- da Terra.

Os pulsos de raio-X foram emitidos pela estrela de neutrões no final de 2013 e o fenómeno durou aproximadamente dois meses, período durante o qual a estrela se transformou numa das mais poderosas fontes deste tipo de radiação no espaço.

MAIOR METALÚRGICA DO MUNDO VAI UTILIZAR MICRÓBIOS DO INTESTINO DOS COELHOS PARA DIMINUIR AS EMISSÕES

Mäyjo, 13.05.17

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A maior produtora de aço do mundo vai investir €87 milhões para utilizar uma nova tecnologia que recorre a micróbios, originalmente encontrados nos intestinos dos coelhos, para transformar um dos gases que contribui para o aquecimento global em combustível.

 

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa de bioengenharia LanzaTech e vai ser instalada na fábrica de Gent, na Bélgica, da ArcelorMittal. O mecanismo consiste no uso do micróbio Clostridium para capturar o monóxido de carbono e transformá-lo em etanol, que funcionará posteriormente como combustível.

Espera-se que a fábrica de Gante produza cerca de 47.000 toneladas de etanol por ano, que poderá depois ser vendido como um subproduto da produção de aço e usado em carros e aviões, escreve o Guardian.

Embora o monóxido de carbono não seja considerado um gás com efeito estufa directo, pode provocar concentrações elevadas de ozono na primeira camada da atmosfera, contribuindo assim para as alterações climáticas.

A implementação da nova tecnologia na fábrica de Gent da ArcelorMittal vai arrancar no final deste ano, mas a produção de bioetanol apenas deverá começar em 2017. Se com o projecto-piloto se provar a viabilidade económica do projecto, a tecnologia poderá ser estendida a todas as restantes fábricas da produtora de aço. A ArcelorMittal tem 19 fábricas espalhadas pelo mundo e produziu 93,1 milhões de toneladas de aço em 2014.

Muhammad Yunus: "Uma nova lógica"

Mäyjo, 12.05.17

 

A não perder, a leitura de um artigo sobre Muhammad Yunus intitulado "UMA NOVA LÓGICA" de Micheline Alves no UOL.  
A seguir, algumas frases de Muhammad Yunus extraídas do artigo:

Imagem obtida aqui
«Há 85 pessoas no mundo que têm mais da metade de toda a riqueza do planeta. Já a metade mais pobre da população mundial detém menos de 1% desses recursos. Que mundo é esse? Minha luta tem sido contra essa estrutura. As pessoas não podem fazer nada além de tocar o barco como foi concebido. Luto por uma nova máquina, por alternativas, por um movimento contrário. A estrutura que existe não vai resolver nosso problema. A disparidade de renda só piora, a riqueza se concentra em pouquíssimas mãos.»

«Uma questão essencial está na ideia de emprego. Quem disse que nascemos para procurar emprego? A escola? Os professores? Os livros? Sua religião? Seus pais? Alguém colocou isso na cabeça das pessoas. O sistema educacional repete: ‘você tem que trabalhar duro’. Seres humanos não nasceram pra isso. O ser humano é cheio de poder criativo, mas o sistema o reduz a mero trabalhador, capaz de fazer trabalhos repetitivos. Isso é vergonhoso, está errado. As pessoas precisam crescer sabendo que é uma opção se tornar empregado, mas que existe a possibilidade de ser empreendedor, seguir o próprio caminho.»

«Qual a utilidade do conhecimento se ele não chega às pessoas? Em Bangladesh, tínhamos pessoas morrendo de fome. Faz sentido ensinar teorias tão bonitas, das quais somos tão orgulhosos, e elas não terem o menor significado na vida de quem não pode comer? Há muitas maneiras de morrer, mas a fome é uma das mais dolorosas. Lidar com teorias económicas diante de pessoas morrendo assim era uma piada.»

«Na crise de 2008, eu estava em Nova York. Vendo as notícias sobre o colapso, os escândalos, lembrei daquele gerente que procurei e pensei: quem merece crédito, afinal? Quem está dando calote? Os pobres a quem empresto dinheiro me devolvem cada centavo.»

«Muita gente diz que isso não é um negócio de verdade. Se não tem lucro, não é negócio. De onde vem essa definição? É negócio, sim. É decisão minha não ter lucro. Se a teoria não se encaixa no que eu criei, não sou eu quem está errado; é a teoria.»
 
Fonte: Uma Nova Lógica, de Micheline Alves em UOL, 21/7/2015